prosa e verso
muito do que temos a dizer

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O Coletivo Literário Macondo Casa Editorial / Letra Miúda realizou, em 2025, quatro oficinas de escrita e leitura em bibliotecas públicas municipais, como parte de projeto selecionado no Edital Viva o Talento - Rio Capital Mundial do Livro, promovido pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, dentro da Política Nacional Aldir Blanc.
Foram quatro tardes de muita conversa, leitura e escrita, com grupos diversos que renderam uma produção muito interessante de minicontos.
Partindo de textos relacionados aos territórios e com base na metodologia dos mapas afetivos, passeamos por histórias de autores consagrados, pelas plaquetes de autoria das oficineiras e por memórias relatadas pelos participantes sobre suas relações com as regiões de Santa Teresa (Biblioteca Municipal José de Alencar), Tijuca (Biblioteca Municipal Marques Rebelo), Maré (Biblioteca Municipal Jorge Amado) e Cidade Nova/Estácio (Biblioteca Municipal Maria Firmina dos Reis).
Oficinas de escrita e leitura
A cidade que eu leio e a cidade que eu sinto - 2025
Edital Viva o Talento

Fotos: Eduardo Mendoza, Laura Souza, Fernanda Baroni, Bárbara Anaissi
Estrangeira
Meu filho fez casa
onde sou estrangeira.
Carolina Resende
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De todas as ruas que andei
todas as aulas que assisti
músicas que ouvi
livros que li
onde mais aprendi
foi no seu coração.
Luana Baroni
Domingo de sol
Na pracinha iluminada
as crianças de ontem
pegam pela mão
as crianças de hoje.
Rosa Maria da Luz Silva

Trabalhe enquanto
eles dormem.
Me disseram.
Hoje eles trabalham
e eu não consigo dormir.
Igor Butter
Os buracos na praça
não são de tatu.
São do metrô.
Liana Ferreira

Sempre correndo atrás
de bibliotecas.
Me encantava a possibilidade
de ter mais livros
ao meu redor.
Sandra Nunes
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Meu observatório de menino,
o homem de hoje ainda vê,
sente e se afeta.
O lugar é vivo,
não define passado e presente.
Eduardo Mendoza
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Onde meu filho
é feliz,
eu também sou.
Maria Lúcia do Nascimento
Entre uma biblioteca
e outra
ela tropeça
m palavras não lidas.
Carolina Resende

O menino toma sorvete.
Opera apendicite.
Joga bola e vai à escola.
Viaja nas telas dos grandes cinemas.
Namora e vai embora e se machuca.
No bairro mundo da Tijuca.
Roberto dos Santos
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Tinha quatro anos
quando caí
pela primeira vez.
Na vila.
E na vida.
Guiomar Anaissi


Biblioteca Municipal Marques Rebelo - Tijuca
Cinema na Praça
“O churros é para sua mãe”,
ouvia de meu avô paterno.
Em tempos vindouros, diremos:
virou farmácia!
Liana Ferreira

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Do alto,
as árvores de barbas tão compridas,
como o sábio das histórias infantis,
oferecem sua sombra,
contemplam o cenário
e pensam:
o tempo não passou.
Rosa Maria da Luz Silva

No dia em que eu dormi
tomando banho
e minha mãe chegou em casa,
descobri a saudade
que ela sente do meu irmão.
Igor Butter
Renasci
onde eu nasci.
Luana Baroni

O carro não passa, ele recircula,
vê o futuro cortando
a Conde de Bonfim.
Enxerga a mudança de escala
da cidade.
Eduardo Mendoza
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O pirata da praça do Estácio
A praça é minha, aquele canto é meu e o banco do balanço eu mijei ontem a noite. Arrasto o começo do meu tronco em direção à bituca de um cigarro deixado na grama, a risada do fedelho que me olha de longe é como um zumbido que parece longe e perto ao mesmo tempo. Desgraçados. Pirata late enquanto mordem-lhe o rabo, vou me levantar e tudo será meu.
Thiva Pacheco
Nasci e cresci aqui.
Em meio a tudo
e todos
que amo.
E pretendo continuar.
Porque aqui é onde
meu coração está.
Bernardo Souza Ribeiro Travassos
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Biblioteca Municipal Maria Firmina dos Reis - Cidade Nova
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Biblioteca Municipal Jorge Amado - Maré

Era uma vez a princesa Rapunzel.
Ela ensinava sua amiga
a ler e escrever
para ser alguém na vida.

Moro aqui há três anos e meu sonho é andar tranquila pela favela sabendo que não tem risco de algo ruim acontecer. Prefiro ficar em casa no celular do que ficar na rua, pois sei que até as crianças podem fazer algo ruim comigo. Queria que tudo fosse calmo e em paz.
Anna Julia Felix

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Hoje eu acordei e me arrumei. Depois peguei minha mochila e fui para a escola. Depois eu desci para tomar café da manhã. Depois eu fiz a prova e desci para almoçar. Depois eu subi e fiz o dever de casa. Depois eu fui para casa e eu tomei banho e fui pro curso. Chegando lá eu vi a minha amiga.
Thaeme
O meu parque
O meu parque tem escorrega
O meu parque tem balanço
O meu parque tem gangorra
O meu parque tem amarelinha
O meu parque tem biblioteca
O meu parque tem espaço para brincar com as tias.
Isabelle Cristina

Pracinha da Paz é boa.
A pracinha
tem muitos brinquedos.
A favela é linda.

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